#ONFS

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Sobre "ados"

Tua voz, desagrado, desaparece entre paredes,
Fecha a casa de resguardo,
Faz de mim ausente, faz de mim calado,
Em ruas cheias de gente, em ruas cheias de distâncias,
Da cidade, o arruinado.
Faz de mim desistente, faz de mim desencontrado.
Mas não tarde flui novo, desliza ecos no assoalho,
Faz de mim ressoante, faz de mim embriagado.
Se não desisto me perco, de mim muito mais culpado,
Levanto a voz em muito adeus,
Que sou, então, muito obrigado.

Sou eu que faço tudo errado, sei disso decorado.

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