#ONFS

domingo, 10 de maio de 2015

Sobre tantos

Como pode que, dançando, sejamos ritmos diferentes,
Que no mesmo rumo sejamos duas estradas,
E que na mesma felicidade sejamos tão ausentes,
Tão distintos no tempo, mesmo que presentes?
Tão sobra e tanta falta, tão ligeiro e piamente,
Tão agrado e descontento, desencontro e desalmada,
Tão remédio e tão veneno, que muito vive e tanto mata,
Tão amor e tão carente.

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