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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Sobre desmedidas de amor

Na esfera catatônica
De seu antro desvairado,
A torto e direito torturado
Se espalhando em avenidas,
Ia ali rente aos becos
Que não era por acaso,
Procurava o respaldo
Para sanar suas feridas.

No escuro dessas fendas
Que, então, unem distâncias,
Dá vazão a toda errância
De que um dia fez partido.
Entre nomes que ressoam,
Tantas Anas e Constâncias
Reclamando à instância
De seus amores perdidos.

Foram Rosa e Manuela,
Maria Clara e Ana Bela,
Teve até nomes preferidos.
Houve Rita e Gabriela,
Entre tantas, tantas "elas"
A fazê-lo desvalido.

Nesse breu desatinado
O amor é por acaso,
Feito só a quem convém.
E aprendida sua sina,
Desafora as avenidas
Do amor e seu desdém.

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